Jovens Comunicadores da Amazônia

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“Sou negr@ e não suspeit@” era o cartaz que Sidney Silva segurava durante o ato nessa quarta-feira, 4 de novembro. Um ano depois do assassinato de dez pessoas numa só madrugada em Belém, ele caminhava, entre familiares das vítimas, grupos partidários e defensores dos direitos humanos, por ser morador de “perifa” (Sou do Tapanã e sei que o extermínio da juventude negra nas periferias é real) e um comunicador popular.



















Sidney Silva (foto) dos “Jovens Comunicadores da Amazônia” quer autonomia pra juventude. (Foto: Elias Costa)


    É um processo muito forte que contempla a formação social. Queremos estimular as pessoas a serem protagonistas de suas histórias, em suas comunidades e a se expressar por si”, Sidney Silva, membro do Jovens Comunicadores da Amazônia


“Como grupo, a gente acredita que as mídias independentes fortalecem lutas como essa, contra a violência executada pelo Estado”, diz Sidney. O “grupo” são os Jovens Comunicadores da Amazônia, projeto para crianças e adolescentes com foco na educomunicação. O nome comprido pode ser explicado como o exercício da autonomia usando os meios de comunicação. “É um processo muito forte que contempla a formação social. Queremos estimular as pessoas a serem protagonistas de suas histórias, em suas comunidades e a se expressar por si”, conta.

Junto com Sidney, são cerca de 30 pessoas que formam um núcleo forte de aprendizado e produção. Mesmo com o fim dos recursos para as atividades (conseguido em edital) em 2014, eles estão unidos. Encontram-se todos os sábados na ONG Instituto Universidade Popular (Unipop), onde o projeto nasceu, para continuar a formação interna e em outros dias da semana para planejar novas ações. “Agora a gente está realmente em um processo de incidência, com bastante frequência em periferias fazendo oficinas educomunicativas”, afirma o comunicador.
























O grupo organiza oficinas sobre mídia em um processo de auto formação. Foto (Divulgação Jovens Comunicadores da Amazônia).

Os jovens comunicadores também sempre estão nas ruas quando a causa pede. Como na coleta de assinaturas pela aprovação da Lei da Mídia Democrática, em outubro, e no ato dessa semana. “Com vídeo de celular, caneta na mão, a gente sempre vai postar alguma coisa, escrever alguma coisa e colaborar como mídia livre para mostrar as verdadeiras caras e vozes desse ato”, fala.























De câmera ou caneta na mão, os Jovens Comunicadores da Amazônia estão retratando a cidade.

Os Jovens Comunicadores da Amazônia querem seguir na luta crescer, esse é o recado de Sidney. “Quem quiser nos conhecer e fazer parte é só visitar a nossa página no Facebook ou chegar na Unipop. Os recursos são muito limitados, mas perceber que a juventude está interessada em participar é o nosso ânimo”, ele diz. Na fanpage do grupo e no site da Unipop está parte dos vídeos, textos, imagens e podcasts feitos pelo grupo nesses mais de 2 anos de atividades.

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