O 13º FEST RIMBÓ tá chegando…

Compartilhe

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on telegram
Telegram

Santarém Novo é uma das matrizes do Carimbó. Está ali, bem ao lado de Marapanim e Curuçá geograficamente e em significado para esse patrimônio cultural brasileiro. A cidade não tem a chancela de revistas e sites de turismo internacional como sua quase xará no Baixo Amazonas, a do Çairé, mas não se engane: é um dos destinos mais quentes do Pará (e o clima equatorial úmido não tem nada a ver com isso). Foi lá que o Carimbó fez uma de suas moradas e onde, todo dezembro, o ritmo ancestral é celebrado no FEST RIMBÓ.





















Além do Carimbó, Santarém Novo é conhecido pela cultura do caranguejo.

Este ano, o 13º do festival, a divulga. está trabalhando na comunicação do evento e por isso pegou a estrada no último sábado até o município da microrregião bragantina. Os jornalistas Abílio Dantas e Kleyton Silva foram os enviados da equipe para conhecer de perto as pessoas envolvidas com a cultura do Carimbó e saber a importância que ele tem para a vida da comunidade de lá.




















divulga. na estrada

A organização do festival é da Irmandade de São Benedito, grupo centenário da região, mas o envolvimento é geral. Dos mestres Dico Boi, Barão, Bernardo e tantos outros, de Seu Fausto, vendedor de produtos orgânicos, da Dona Miruga, proprietária de umas das pousadas locais, e de Teodorina Loureiro, quituteira e responsável pelo grupo mirim de carimbó “Nova Geração”.




















Dentre as várias entrevistas, ouvimos Mestre Bernardo de Santarém Novo

“Quero que este FEST RIMBÓ entre para a história. Vai ser a estréia do nosso grupo, vamos fazer a abertura”, ela nos conta. Dona Téo, como é conhecida, resolveu criar o conjunto mirim com o intuito de não deixar a tradição do carimbó morrer. “É interessante notar que pessoas com atividades distintas, como donas de casa e pescadores aposentados, assumem e cumprem a tarefa de defesa cultural que caberia, teoricamente, ao poder público”, disse o nosso correspondente Abílio.

O saldo do fim de semana, além do acolhimento e da compota de jambo e do tacacá de caranguejo, as duas descobertas maravilhosas que só indo a Santarém Novo pra provar, foram muitas fotos (como essas aí) e entrevistas com a comunidade santareense. Esse material vai ser usado na divulgação e na campanha para campanha de financiamento coletivo do FEST RIMBÓ, que em breve estará sendo lançada via internet.

















Mestre Sabá (à direita) explicando como faz os tradicionais curimbós

Os tambores convidam pra festa

O núcleo do 13º FEST RIMBÓ acontece em Santarém Novo entre 18 e 20 de dezembro. Haverá a “Mostra Mestre Celé de Carimbó”, que valoriza os grupos e compositores em atividade. Hoje ela é considerada a mais antiga e representativa mostra de Carimbó do Pará. Vai vir gente das regiões do Salgado, Bragantina, Marajó, Tapajós e da capital, mostrando a diversidade de sotaques e estilos carimbozeiros. Vai ter também o Mini-Festival de Carimbó, o X Encontro de Mestres de Carimbó e a reunião do Carimbó com grupos e mestres de outras tradições musicais amazônicas e brasileiras na II Mostra Batuques do Brasil.

Uma novidade dessa edição é a realização de apresentações, oficinas e rodas de conversa com grupos convidados do evento em Belém. A ideia é aumentar o alcance do festival e a visibilidade desses grupos e artistas na capital. Os shows, rodas de conversa e oficinas deverão acontecer no espaço do Sesc Boulevard, nos dias 11 e 12 de dezembro, antecedendo e divulgando em Santarém Novo. Tanto em Belém como lá, é tudo de graça e aberto ao público 🙂 . Os tambores convidam pra festa!

Carimbó, Patrimônio do Brasil

O 13º FEST RIMBÓ – Festival de Carimbó de São Benedito – também é um dos principais eventos da Campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro, movimento pelo reconhecimento do Carimbó como patrimônio cultural brasileiro. A campanha nasceu no próprio festival, em 2005, quando a Irmandade de São Benedito e vários grupos culturais iniciaram a mobilização junto ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional). Um ano depois da conquista, a batalha continua pela valorização e incentivo ao trabalho de mestres, mestras e grupos carimbozeiros de Santarém Novo e de toda a Amazônia.


Continue lendo...

Guajajara

Sônia Guajajara foi recebida com um canto de saudação na sala da Associação dos Povos Indígenas Estudantes na Universidade Federal do Pará (APYEUFPA), na última