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O Fórum Livre Permanente de Teatro organiza uma programação artística alternativa para o aniversário de Belém. Além da arte, vai expor a situação precária da cultura na cidade.  

O público de Belém se prepara para o aguardado espetáculo que prometia ser o aniversário de 400 anos da cidade, mas a perspectiva do que há por trás das cortinas parece deixar o palco menos atraente. O descaso com a produção cultural e artística da capital paraense deixa não apenas o mímico, mas a todos sem palavras, além de aumentar a lágrima desenhada no rosto do palhaço. Pensando em contornar essa cena e possibilitar uma alternativa condizente com o ideal artístico local, diversos grupos se reúnem para organizar uma programação artística paralela à institucional da prefeitura. Essa é uma das propostas do Fórum Livre Permanente de Teatro.

Surgido em 2010, é definido por seus integrantes como “um espaço físico e virtual de discussão de políticas públicas de cultura e troca de informações sobre as atividades teatrais no Estado”.

Surgido em 2010, é definido por seus integrantes como “um espaço físico e virtual de discussão de políticas públicas de cultura e troca de informações sobre as atividades teatrais no Estado”, agregando trabalhadores-artistas que se empenham pela valorização e fortalecimento da linguagem teatral. Na última terça-feira, 1º, o coletivo iniciou uma série de reuniões que irão debater o cenário artístico para o próximo aniversário de Belém.

“Bom, aniversário normalmente se comemora. Nós não temos muito o que comemorar”, afirmou Leonel Ferreira, coordenador da Cia. de Teatro Madalenas e membro do Fórum. “A ideia é chamar atenção da opinião pública para o total descaso com a política cultural em Belém. Para tanto, pretendemos realizar manifestações públicas em diversos espaços da cidade, principalmente nos bairros da periferia de Belém, por entendermos que nesses lugares o descaso é gritante”.

Integrantes da Cia. de Teatro Madalenas encenaram o espetáculo de rua “La Fábula”, no mercado do Ver-o-Peso, durante o Círio deste ano. (Foto: Divulgação)

A ideia do movimento, segundo o ator, é congregar os muitos e diversos coletivos que desenvolvem ações independentes na cidade, que sobrevivem às próprias custas. “O fazer teatral é um ato político. Não podemos considerar e aceitar que está tudo bem. Nosso papel é chamar a atenção para o estado calamitoso que assolou a cidade”. 

O Fórum ainda deverá realizar eventos formativos ao longo do ano nas casas/sedes dos grupos de teatro para abordar temas como o financiamento da cultura, a implantação do Sistema Municipal de Cultura, o papel e a importância do Conselho Municipal de Cultura, além de outros tópicos relevantes para o fortalecimento da categoria, todos abertos ao público em geral.

“Temos uma rica e diversa produção cultural, mas que não tem o devido reconhecimento e apoio do poder público”, ressalta Leonel.

“Temos uma rica e diversa produção cultural, mas que não tem o devido reconhecimento e apoio do poder público”, continuou Leonel, mantendo a fé na produção independente e no teatro de rua belenense. “Produção há, nos mais diversos espaços de Belém, do Sideral à Cidade Velha, de Outeiro ao Guamá, que não está na grande mídia, mas que encontra espaços nas redes sociais para divulgar seus eventos. O que não há é apoio público, o que é vergonhoso para uma metrópole como Belém, que traz na sua apresentação institucional da programação dos 400 anos o discurso que vivemos um grande momento do reconhecimento da produção artística de Belém”.
Quem quiser participar do Fórum Livre Permanente de Teatro, a próxima reunião está marcada para quarta-feira, 9, no térreo do Centur, localizado na avenida Gentil Bitencourt, esquina com a travessa Rui Barbosa, a partir das 19h. Basta levar sua boa vontade e a crença em um Grand Finale para este espetáculo de cidade.

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