Belém 400+10

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Problemas estruturais vão ser uma das marcas do aniversário de 400 anos de Belém. Mas e daqui a dez anos? Hora do debate.
   
Com o aniversário de 400 anos de Belém cada vez mais próximo, surgem na capital paraense diversas ações e movimentos para discutir a cidade e debater se há, de fato, algo para ser comemorado. Falta de segurança, saneamento, infraestrutura, saúde e até mesmo de identidade da população com sua terra são questões que põem em cheque a grandeza do quarto centenário. Propondo-se a abordar essas questões, foi lançada em Belém a iniciativa “Belém 400+10 – Movimento Cidade de Direitos”, que busca levantar as principais queixas dos moradores da cidade e até elaborar encaminhamentos para contornar esses problemas.

“A ação surge de movimentos sociais, engajados ou não, que tinham em comum o amor pela cidade e compreendem o quão importante é está data de 400 anos, mas que também reconhecem que Belém está abandonada”, afirmou Charles Alcântara, um dos integrantes do Belém 400+10. Segundo ele, a ideia é incluir as impressões da população sobre a capital paraense, apontando os pontos deficientes da cidade, através de eventos, seminários e afins, para então elaborar uma agenda com sugestões de melhorias.

“Não basta celebrar os 400 anos. Entendemos que é necessário elaborar um plano de gestão, de melhorias a Belém, para, pelo menos, os próximos dez anos”, diz Charles Alcântara, que faz parte do Belém 400+10.

“Nós temos muito o que comemorar, mas também temos muito com o que nos preocupar para melhorar a cidade. Não basta celebrar os 400 anos. Entendemos que é necessário elaborar um plano de gestão, de melhorias a Belém, para, pelo menos, os próximos dez anos. Daí o nosso nome”, continuou.

A ação foi aberta oficialmente durante um seminário no final de novembro deste ano, que contou com a participação de representantes de movimentos negros, líderes religiosos, membros de centos comunitários, associações de trabalhadores e público em geral. Na ocasião, foram discutidas questões como cultura culinária da cidade, visibilidade de religiões afro-brasileiras, falta de saneamento na capital e investimentos no setor comerciário.

Lançamento da iniciativa “Belém 400+10 – Movimento Cidade de Direitos”, que busca resolver problemas estruturais da cidade com uma planejamento de dez anos. (Foto: divulgação)

Mesmo que ainda sem uma agenda definida, o movimento afirma pretender realizar mobilizações na capital. “Há uma agenda oficial de aniversário. Queremos fazer uma outra programação, de caráter público, mas para refletir os principais problemas da cidade, projetar o futuro. A partir de janeiro, principalmente no período de 7 ao dia 12, vamos fazer discussões e seminários para debater a problemática”, afirmou Charles. “Vamos também colocar uma caixinha de sugestão, para que a população possa sugerir assuntos a serem abordados e mudanças na cidade”.

Todas as ações da iniciativa serão abertas ao público. O Belém 400+10 ainda afirma que as ações devem seguir ao longo do próximo ano, mas ainda não há programação e metas específicas no movimento. 

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