iluminação

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O restante foi investido em iluminação de calçadas das principais vias do centro, como José Malcher, Nazaré, Magalhães Barata, Alcindo Cacela, 14 de Março. 

A prefeitura de Belém segue investindo em iluminação pública na preparação para os festejos de 400 da cidade, mas os recursos são direcionados apenas às áreas centrais da cidade. Quem vive na periferia da capital paraense sabe que a iluminação é de baixa qualidade e a manutenção nos postes de energia pode nunca vir. Áreas nobres da cidade receberam uma iluminação de LED, como a avenida Visconde de Sousa Franco, no bairro do Umarizal, e a avenida João Paulo II, no Marco. Qual a diferença entre o bairro do Umarizal e o Guamá?




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O titular da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) ajuda a responder. Recentemente, em entrevista à TV Liberal, o secretário Kleber Ramos reforçou que há direcionamento de investimentos públicos em Belém a áreas consideradas prioritárias, como a avenida Visconde de Sousa Franco. Falando sobre a limpeza e manutenção dos canais em função da morte de uma criança de seis anos, no dia 8 deste mês, causada pela falta de mureta de contenção no canal da Vileta, baixada do bairro do Marco, o secretário declarou que há “há um investimento do poder público diferenciado em bairros de Belém”. Segundo ele, o “trecho a ser recuperado, o trecho da Doca, requer uma frequência, tem visibilidade maior”. 

OLHO

De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), o município de Belém conta atualmente com cerca de 91 mil pontos de iluminação pública. E, para manter essa rede em funcionamento, foram gastos, de janeiro a novembro deste ano, em torno de R$ 9,2 milhões. Destes, cerca de R$ 19 milhões estão incluídos na “execução de serviços de implantação de luminárias em locais onde não existiam, troca de  luminárias antigas de baixo rendimento para novas com alto rendimento; troca  de  lâmpadas amarelas (incandecentes) pelas  brancas (fluorescentes) com melhor reprodução das cores, na instalação de  luminárias voltadas para as calçadas nas ruas e avenidas que possuem arborização e para colocar luminárias com tecnologia LEDs”, apontou o relatório da Seurb.

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Ainda de acordo com os dados da Seurb, porém, dos R$ 19 milhões investidos, quase R$ 13 milhões serviram para a substituição das lâmpadas comuns por lâmpadas com tecnologia LED na avenida Visconde de Souza Franco, no bairro do Umarizal, em 260 pontos, já que, segundo informações da secretaria, é “uma das principais vias da cidade, espaço de manifestações e comemorações”. Foram implantados outros 560 pontos novos de iluminação na avenida João Paulo II. E, por fim, 129 novos pontos na avenida Brigadeiro Protásio, um “importante corredor de entrada da cidade Belém”, que liga as avenidas Júlio César e Duque de Caxias.

O restante foi investido em iluminação de calçadas das principais vias do centro, como José Malcher, Nazaré, Magalhães Barata, Alcindo Cacela, 14 de Março, Generalíssimo Deodoro, Quintino Bocaiúva, Rui Barbosa, Benjamin Constant, Dr. Moraes e Presidente Vargas. Além da troca de iluminação amarela pela branca dos bairros da Cidade Velha, Batista Campos, Campina, Reduto, Umarizal, Nazaré e algumas áreas de São Braz, Marco, Guamá, Marambaia e dos distritos de Outeiro e Mosqueiro.

As lâmpadas com tecnologia LED oferecem uma economia de até 80% nos gastos públicos, se comparadas às lâmpadas incandescentes, uma vez que possuem maior eficiência luminosa, maior vida útil e menor custo de manutenção. Até o momento, contudo, somente os bairros centrais receberam essa tecnologia. O restante dos bairros da cidade ainda são iluminados por lâmpadas amarelas, de padrão vapor de sódio.

PERIFERIA

A realidade da tecnologia LED ainda não chegou nos bairros periféricos da cidade. Ao contrário, a maioria deles ainda é mal iluminada com lâmpadas amarelas, como é o caso dos bairros do Guamá e Benguí. Nessas áreas, há, ainda, ruas cuja iluminação é feita pelos próprios habitantes, que costumam colocar lâmpadas em frente às suas casas, como forma de evitar a escuridão total.

Para os moradores dos bairros mais distantes do centro, essa disparidade nos investimentos é uma forma de preconceito institucional do poder público. “Acho que há um preconceito com a periferia. Por que só no centro da cidade as lâmpadas são de LED e, no Benguí, que é considerado periferia, as lâmpadas são amarelas?”, questiona Victória Oliveira, moradora do Benguí há 13 anos. “Sem contar que essas lâmpadas amarelas não iluminam como deveriam, então me sinto totalmente insegura para andar por aqui.”

As consequências da falta de iluminação adequada nesses locais são variadas. Para quem precisa trafegar à noite, há risco de acidentes com obstáculos à altura do solo, como meios-fios, buracos e irregularidades, além do risco de assaltos e até atropelamentos. 

“A Lameira Bittencourt, no Benguí, mais conhecida como ‘rua do Maria Luíza’, é muito movimentada, principalmente por causa do colégio, e deveria ser bem iluminada, coisa que não é”, informa Victória. “Inclusive tem uns dois postes que estão com as lâmpadas queimadas há meses e ainda não foram consertados, mesmo a população já tendo pedido para trocar.”

A Seurb informou que há um projeto em desenvolvimento, com finalização e implantação para 2016, que visa à melhoria desses bairros com a substituição das lâmpadas amarelas por lâmpadas de vapor metálico (branca). E que, no bairro do Benguí, já foram instaladas 1.367 luminárias. Já no bairro do Guamá, foram instaladas 3.042  luminárias. Existe, ainda, de acordo com a secretaria, um projeto pronto para implementar 442 novas luminárias, de lâmpadas brancas, com investimento de aproximadamente R$ 786 milhões de reais. 

Mas até lá, como disse Maria Eliana, de 58 anos, moradora da passagem Ceará, “é preciso ter olhos na nuca”, pois com a falta de iluminação adequada na rua em que mora, “chegar em casa a noite se torna muito mais perigoso”.

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