400 urubus

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Uma revoada de aniversário: 400 urubus cantaram no festejo dos 400 anos de Belém. Por não serem convidados, a Guarda Municipal e Polícia Militar tentaram lhes expulsar.    

Com o intuito de cobrar do poder público as demandas da cidade, foi que o bloco “400 Urubus”, organizado pela comunidade Amigos da Praça e pelo Conselho de Segurança (Conseg) da Terra Firme, saiu às ruas na manhã deste 12 de janeiro de 2016. Em um trio elétrico, os brincantes deram um grito de carnaval na Escadinha da Estação das Docas, paralelamente à inauguração do monumento aos 400 anos de Belém, na praça dos Estivadores.

Através de um bloco carnavalesco, os brincantes estavam lá para criticar a falta de políticas públicas efetivas em Belém. (Foto: Rafael Monteiro)

“Nós viemos especificamente hoje para tratar desta administração, que prometeu na última campanha eleitoral  que resolveria os graves problemas da população e que lamentavelmente mentiu para nós. Não resolveu os problemas, muito ao contrário, agravou os que já estavam presentes e nós viemos hoje aqui denunciar”, registrou o vereador Chiquinho (PSOL).

A Guarda Municipal tentou desligar o carro-som do bloco, apontando armas de fogo para os operadores do carro e intimidando os participantes.

Após repartir o bolo, o prefeito Zenaldo e sua comitiva partiram para a praça dos Estivadores, onde seria inaugurado o monumento aos 400 anos da cidade. No local, o bloco “400 Urubus”, que criticava as ações da prefeitura. A Guarda Municipal, porém, tentou desligar o carro-som do bloco, apontando armas de fogo para os operadores do carro e intimidando os participantes.

“Eles (os guardas), ao invés de apontarem as armas para quem está desviando dinheiro público, pra quem está sangrando o município de Belém, o governo do Estado”, disparou o vereador Chiquinho. “Em vez de eles apontarem as armas para esses ladrões, eles vêm apontar as armas para quem? Para a população”, denunciou o vereador, completando que “a nossa arma é a palavra, o microfone”.

Do alto do trio elétrico, o canto dos urubus incomodou a inauguração do monumento dos 400 anos. (Foto: Rafael Monteiro)

Mas esse não foi o único momento de repressão que a população não “convidada” para a festa sofreu nesta terça-feira (12), que supostamente deveria ser “dia de festa e de comemoração”. Durante a inauguração do Monumento dos 400 anos de Belém, na praça dos Estivadores, um grupo protestava contra o descaso da atual gestão municipal com a cidade. Os manifestantes cobravam mais saneamento, saúde, educação para a cidade. A Polícia Militar, porém, como forma de silenciar o movimento, agrediu os protestantes com spray de pimenta e prendeu alguns participantes da manifestação.

“Eles prenderam o Adriano, sem alegação nenhuma, porque eles estavam lá apenas protestando, cobrando uma festa para a população.”

Carol Vilar, militante do coletivo Juntos, denunciou que “estava rolando um protesto, em frente ao monumento, quando eles (os policiais) foram para cima, prenderam o único jovem negro da manifestação e fizeram um acordo para soltar os outros”. O jovem preso, de acordo com a militante, se chama Adriano Mendes, estudante de pós-graduação na Universidade Federal do Pará (UFPA), integrante do coletivo Tela Firme, do bairro da Terra Firme.

“Eles prenderam o Adriano, sem alegação nenhuma, porque eles estavam lá apenas protestando, cobrando uma festa para a população. E não essa festa feita pelo Zenaldo e para o Zenaldo, para essa legião de puxa-sacos”, complementou Carol. 

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