Bloco das P.U.T.A

Compartilhe

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on telegram
Telegram
Um bloco com fantasias e posicionamento político tomará as ruas da cidade na próxima sexta-feira (22). O bloco das P.U.T.A levará pensamento crítico ao pré-Carnaval.        
Questionar e desconstruir a visão oficial sobre a palavra “puta” e tudo o que ela representa foi um dos motivos que levou um grupo de amigos a se reunir, em 2013, para fundar o Bloco das P.U.T.A (Pessoas Unidas Transbordando Alegria). “Queríamos ter um espaço livre de julgamentos para nos montar e curtir o carnaval, daí surgiu o P.U.T.A”, conta Carol Pabiq, uma das seis organizadoras do bloco.

O bloco reunirá pessoas de diversos setores da sociedade para quebrar preconceitos e tabus.
Mais do que uma brincadeira, a sigla tenta resignificar uma expressão pejorativa, como os dicionários a classificam, em algo a ser visto com menos preconceito e mais descontração. “No dia a dia usamos “puta” como expressão para algo que é muito bom ou grandioso, então por que não olhar por esse ângulo sempre?”, questiona ela.

O bloco formado por artistas, pessoas travestidas, drag queens e outros brincantes, sai uma vez por ano e, segundo a organização, é o único que circula à noite na cidade. “Enquanto todos os blocos saem pela manhã, o nosso começa às 22h, que geralmente é o horário que as profissionais do sexo estão indo para as ruas trabalhar”, comenta Adriano Furtado, também organizador. 

Ele conta, porém, que as coisas aconteceram naturalmente, e que o bloco tomou proporções maiores e reuniu pessoas realmente comprometidas. “Começamos com uma brincadeira. Hoje vamos à Secretaria de Saúde pegar preservativos para distribuir, fazemos marchinhas que questionam as condições desses grupos e procuramos lembrar que carnaval também é tempo de reflexão”, fala Adriano. 

“Esperamos agregar cada vez mais gente e chamar atenção para o preconceito com as mulheres profissionais do sexo, com as travestis e as Drags também”.

Segundo eles, a perspectiva é de um desfile maior este ano. “Ano passado fomos surpreendidos com a quantidade de pessoas que participaram, tivemos cerca de 200 brincantes, e por isso este ano resolvemos nos organizar melhor”, comenta Carol. “Esperamos agregar cada vez mais gente e chamar atenção para o preconceito com as mulheres profissionais do sexo, com as travestis e as Drags também”, diz.

Carol lembra ainda que tudo é feito com alegria e descontração. “Não somos uma ONG, não temos apoio de ninguém e nem uma organização formal. Somos um bloco de carnaval que acima de tudo busca levar divertimento e felicidade para  as pessoas”, finaliza a organizadora.

Em 2016, o bloco espera um número de brincantes maior do que no ano passado.

Para este ano, o trajeto do bloco já está definido. Ele saíra da Casa Dirigível, na Travessa Padre Prudêncio, e terminará no Composição Bar, na Rua Veiga Cabral. A concentração está marcada para às 22h desta sexta-feira (22). 
Fotos: Divulgação

Continue lendo...

Guajajara

Sônia Guajajara foi recebida com um canto de saudação na sala da Associação dos Povos Indígenas Estudantes na Universidade Federal do Pará (APYEUFPA), na última