Votação

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Durante toda a terça-feira (16), ocorre a votação para aprovação ou não projeto do Novo Ver-o-Peso. Feirantes da Pedra do Peixe e da Feira do Açaí foram excluídos.    

Até 20h desta terça-feira (16), uma consulta pública realizada pela Prefeitura de Belém quer saber: “Você aprova o projeto do Novo Ver-o-Peso?” A votação ocorre no estacionamento da feira. São quatro urnas destinadas aos permissionários e uma para os cidadãos em geral. Nas urnas dos permissionários, no entanto, não votam os feirantes da Pedra do Peixe, da Feira do Açaí, do Mercado de Peixe e do Mercado de Carne. O atual projeto da prefeitura não os contempla.

Na contabilização oficial, o número de permissionários aptos a votar nas urnas específicas é de 797, responsáveis por 1.168 boxes. A Associação dos Feirantes do Ver-o-Peso, considerando todo o complexo, indica que há 1.150 trabalhadores por lá.

“Nós vamos pra Assembleia Legislativa hoje [terça-feira] reivindicar que a prefeitura faça um projeto tanto pra gente quanto pra Feira do Açaí.”

“Nós vamos pra Assembleia Legislativa hoje [terça-feira] reivindicar que a prefeitura faça um projeto tanto pra gente quanto pra Feira do Açaí”, disse Daniel de Matos, presidente da Associação de Balanceiros do Ver-o-Peso, que há 34 anos trabalha na Pedra do Peixe. Ele e os demais balanceiros não puderam votar na urna dos feirantes. Na tarde desta terça-feira (18), uma audiência pública está marcada na Assembleia Legislativa para debater a reforma.

A votação vai adentrar a noite em quatro urnas espalhadas pelo complexo. Feirantes da Pedra do Peixe, da Feira do Açaí, do Mercado de Peixe e do Mercado de Carne ficaram de fora. 
(Foto: Kleyton Silva)

O feirante Manoel Rendeiro, conhecido como Didi, do setor de hortifrutigranjeiro, fez seu barulho na bikesom, pela manhã, convocando os feirantes a participar da audiência pública. Ele está preocupado com uma possível reforma do Ver-o-Peso em ano eleitoral. “Infelizmente, no apagar das luzes, o prefeito aparece com esse projeto numa correria danada, num desespero danado. A gente fica preocupado porque, daqui a seis, oito meses é eleição. Se ele não ganhar, ele vai deixar a gente numa situação que só Deus sabe”, comentou.

A FEIRA E A URNA

Erveira com 34 anos de trabalho no Ver-o-Peso, dona Coló se recusou a votar: ela critica a falta de informação no processo. (Foto: Kleyton Silva)

Dona Coló, erveira do Ver-o-Peso há 34 anos, decidiu não votar. A feirante se queixa de haver ainda muitas dúvidas sobre a reforma. “Como é que eu vou votar se eu não sei como vai ser? Pra onde a gente vai, pra onde deixa de ir… Se a gente vai ficar, se não vai… A proposta dele é tirar nós daqui e levar num sei pra onde. E aí? Nós não vamos mais voltar pra cá. Eu me criei aqui e aqui eu morrerei. Esse é o meu lugar”, diz Dona Coló, que tem ainda cinco filhos mais o marido trabalhando na feira.

A erveira Beth Cheirosinha, 49 anos no Ver-o-Peso, justificou seu voto a favor do projeto: “O Ver-o-Peso precisa urgentemente dessa reforma”. (FOTO: Kleyton Silva)

Já Beth Cheirosinha, também do setor de ervas, que está no Ver-o-Peso há 49 anos, votou sim, em concordância com a reforma do prefeito. “O que mais eu quero é que venha essa reforma. Que ele conclua tudo, que deixe tudo bonitinho. Pra quebrar uma castanha na boca desse povo que tá falando muito. O Ver-o-Peso precisa urgentemente dessa reforma”, considera Cheirosinha, filha e neta de erveiras. Apesar do sim, ela ainda quer ser informada sobre o remanejamento durante uma possível obra. Por enquanto, ninguém sabe para onde vai.

“Nós precisamos de reforma. Mas que venha beneficiar, não destruir a gente.”

“Nós não temos pra onde ir. Ele tá fazendo o projeto do Ver-o-Peso, mas não tá fazendo um projeto sobre onde nós vamos ficar enquanto tem a reforma. Eu não aceito. Sou não, não e não. A gente sobrevive daqui. Eu não tenho outra fonte de renda. Aí a gente vai ficar onde? À deriva?”, questiona Lúcia Torres, do setor de refeição, que há 20 anos vive o Ver-o-Peso. “Nós precisamos de reforma. Mas que venha beneficiar, não destruir a gente.”

Assim que a votação terminar, vai ocorrer a apuração, no próprio Ver-o-Peso. A contagem de votos será acompanhada por representantes da Secretaria Municipal de Coordenação Geral do Planejamento e Gestão, Secretaria Municipal de Economia e Secretaria Municipal de Urbanismo, além da Associação dos Feirantes de Belém e da Federação dos Feirantes e Empreendedores Individuais no Estado do Pará. A previsão é que o resultado da consulta pública seja anunciado ainda nesta terça-feira (16).

(Publicação em parceria com o blog Ver-o-Veropeso)
Durante toda a terça-feira (16), ocorre a votação para aprovação ou não projeto do Novo Ver-o-Peso. Feirantes da Pedra do Peixe e da Feira do Açaí foram excluídos.    

Até 20h desta terça-feira (16), uma consulta pública realizada pela Prefeitura de Belém quer saber: “Você aprova o projeto do Novo Ver-o-Peso?” A votação ocorre no estacionamento da feira. São quatro urnas destinadas aos permissionários e uma para os cidadãos em geral. Nas urnas dos permissionários, no entanto, não votam os feirantes da Pedra do Peixe, da Feira do Açaí, do Mercado de Peixe e do Mercado de Carne. O atual projeto da prefeitura não os contempla.

Na contabilização oficial, o número de permissionários aptos a votar nas urnas específicas é de 797, responsáveis por 1.168 boxes. A Associação dos Feirantes do Ver-o-Peso, considerando todo o complexo, indica que há 1.150 trabalhadores por lá.

“Nós vamos pra Assembleia Legislativa hoje [terça-feira] reivindicar que a prefeitura faça um projeto tanto pra gente quanto pra Feira do Açaí.”

“Nós vamos pra Assembleia Legislativa hoje [terça-feira] reivindicar que a prefeitura faça um projeto tanto pra gente quanto pra Feira do Açaí”, disse Daniel de Matos, presidente da Associação de Balanceiros do Ver-o-Peso, que há 34 anos trabalha na Pedra do Peixe. Ele e os demais balanceiros não puderam votar na urna dos feirantes. Na tarde desta terça-feira (18), uma audiência pública está marcada na Assembleia Legislativa para debater a reforma.

A votação vai adentrar a noite em quatro urnas espalhadas pelo complexo. Feirantes da Pedra do Peixe, da Feira do Açaí, do Mercado de Peixe e do Mercado de Carne ficaram de fora. 
(Foto: Kleyton Silva)

O feirante Manoel Rendeiro, conhecido como Didi, do setor de hortifrutigranjeiro, fez seu barulho na bikesom, pela manhã, convocando os feirantes a participar da audiência pública. Ele está preocupado com uma possível reforma do Ver-o-Peso em ano eleitoral. “Infelizmente, no apagar das luzes, o prefeito aparece com esse projeto numa correria danada, num desespero danado. A gente fica preocupado porque, daqui a seis, oito meses é eleição. Se ele não ganhar, ele vai deixar a gente numa situação que só Deus sabe”, comentou.

A FEIRA E A URNA

Erveira com 34 anos de trabalho no Ver-o-Peso, dona Coló se recusou a votar: ela critica a falta de informação no processo. (Foto: Kleyton Silva)

Dona Coló, erveira do Ver-o-Peso há 34 anos, decidiu não votar. A feirante se queixa de haver ainda muitas dúvidas sobre a reforma. “Como é que eu vou votar se eu não sei como vai ser? Pra onde a gente vai, pra onde deixa de ir… Se a gente vai ficar, se não vai… A proposta dele é tirar nós daqui e levar num sei pra onde. E aí? Nós não vamos mais voltar pra cá. Eu me criei aqui e aqui eu morrerei. Esse é o meu lugar”, diz Dona Coló, que tem ainda cinco filhos mais o marido trabalhando na feira.

A erveira Beth Cheirosinha, 49 anos no Ver-o-Peso, justificou seu voto a favor do projeto: “O Ver-o-Peso precisa urgentemente dessa reforma”. (FOTO: Kleyton Silva)

Já Beth Cheirosinha, também do setor de ervas, que está no Ver-o-Peso há 49 anos, votou sim, em concordância com a reforma do prefeito. “O que mais eu quero é que venha essa reforma. Que ele conclua tudo, que deixe tudo bonitinho. Pra quebrar uma castanha na boca desse povo que tá falando muito. O Ver-o-Peso precisa urgentemente dessa reforma”, considera Cheirosinha, filha e neta de erveiras. Apesar do sim, ela ainda quer ser informada sobre o remanejamento durante uma possível obra. Por enquanto, ninguém sabe para onde vai.

“Nós precisamos de reforma. Mas que venha beneficiar, não destruir a gente.”

“Nós não temos pra onde ir. Ele tá fazendo o projeto do Ver-o-Peso, mas não tá fazendo um projeto sobre onde nós vamos ficar enquanto tem a reforma. Eu não aceito. Sou não, não e não. A gente sobrevive daqui. Eu não tenho outra fonte de renda. Aí a gente vai ficar onde? À deriva?”, questiona Lúcia Torres, do setor de refeição, que há 20 anos vive o Ver-o-Peso. “Nós precisamos de reforma. Mas que venha beneficiar, não destruir a gente.”

Assim que a votação terminar, vai ocorrer a apuração, no próprio Ver-o-Peso. A contagem de votos será acompanhada por representantes da Secretaria Municipal de Coordenação Geral do Planejamento e Gestão, Secretaria Municipal de Economia e Secretaria Municipal de Urbanismo, além da Associação dos Feirantes de Belém e da Federação dos Feirantes e Empreendedores Individuais no Estado do Pará. A previsão é que o resultado da consulta pública seja anunciado ainda nesta terça-feira (16).

(Publicação em parceria com o blog Ver-o-Veropeso)
Durante toda a terça-feira (16), ocorre a votação para aprovação ou não projeto do Novo Ver-o-Peso. Feirantes da Pedra do Peixe e da Feira do Açaí foram excluídos.    

Até 20h desta terça-feira (16), uma consulta pública realizada pela Prefeitura de Belém quer saber: “Você aprova o projeto do Novo Ver-o-Peso?” A votação ocorre no estacionamento da feira. São quatro urnas destinadas aos permissionários e uma para os cidadãos em geral. Nas urnas dos permissionários, no entanto, não votam os feirantes da Pedra do Peixe, da Feira do Açaí, do Mercado de Peixe e do Mercado de Carne. O atual projeto da prefeitura não os contempla.

Na contabilização oficial, o número de permissionários aptos a votar nas urnas específicas é de 797, responsáveis por 1.168 boxes. A Associação dos Feirantes do Ver-o-Peso, considerando todo o complexo, indica que há 1.150 trabalhadores por lá.

“Nós vamos pra Assembleia Legislativa hoje [terça-feira] reivindicar que a prefeitura faça um projeto tanto pra gente quanto pra Feira do Açaí.”

“Nós vamos pra Assembleia Legislativa hoje [terça-feira] reivindicar que a prefeitura faça um projeto tanto pra gente quanto pra Feira do Açaí”, disse Daniel de Matos, presidente da Associação de Balanceiros do Ver-o-Peso, que há 34 anos trabalha na Pedra do Peixe. Ele e os demais balanceiros não puderam votar na urna dos feirantes. Na tarde desta terça-feira (18), uma audiência pública está marcada na Assembleia Legislativa para debater a reforma.

A votação vai adentrar a noite em quatro urnas espalhadas pelo complexo. Feirantes da Pedra do Peixe, da Feira do Açaí, do Mercado de Peixe e do Mercado de Carne ficaram de fora. 
(Foto: Kleyton Silva)

O feirante Manoel Rendeiro, conhecido como Didi, do setor de hortifrutigranjeiro, fez seu barulho na bikesom, pela manhã, convocando os feirantes a participar da audiência pública. Ele está preocupado com uma possível reforma do Ver-o-Peso em ano eleitoral. “Infelizmente, no apagar das luzes, o prefeito aparece com esse projeto numa correria danada, num desespero danado. A gente fica preocupado porque, daqui a seis, oito meses é eleição. Se ele não ganhar, ele vai deixar a gente numa situação que só Deus sabe”, comentou.

A FEIRA E A URNA

Erveira com 34 anos de trabalho no Ver-o-Peso, dona Coló se recusou a votar: ela critica a falta de informação no processo. (Foto: Kleyton Silva)

Dona Coló, erveira do Ver-o-Peso há 34 anos, decidiu não votar. A feirante se queixa de haver ainda muitas dúvidas sobre a reforma. “Como é que eu vou votar se eu não sei como vai ser? Pra onde a gente vai, pra onde deixa de ir… Se a gente vai ficar, se não vai… A proposta dele é tirar nós daqui e levar num sei pra onde. E aí? Nós não vamos mais voltar pra cá. Eu me criei aqui e aqui eu morrerei. Esse é o meu lugar”, diz Dona Coló, que tem ainda cinco filhos mais o marido trabalhando na feira.

A erveira Beth Cheirosinha, 49 anos no Ver-o-Peso, justificou seu voto a favor do projeto: “O Ver-o-Peso precisa urgentemente dessa reforma”. (FOTO: Kleyton Silva)

Já Beth Cheirosinha, também do setor de ervas, que está no Ver-o-Peso há 49 anos, votou sim, em concordância com a reforma do prefeito. “O que mais eu quero é que venha essa reforma. Que ele conclua tudo, que deixe tudo bonitinho. Pra quebrar uma castanha na boca desse povo que tá falando muito. O Ver-o-Peso precisa urgentemente dessa reforma”, considera Cheirosinha, filha e neta de erveiras. Apesar do sim, ela ainda quer ser informada sobre o remanejamento durante uma possível obra. Por enquanto, ninguém sabe para onde vai.

“Nós precisamos de reforma. Mas que venha beneficiar, não destruir a gente.”

“Nós não temos pra onde ir. Ele tá fazendo o projeto do Ver-o-Peso, mas não tá fazendo um projeto sobre onde nós vamos ficar enquanto tem a reforma. Eu não aceito. Sou não, não e não. A gente sobrevive daqui. Eu não tenho outra fonte de renda. Aí a gente vai ficar onde? À deriva?”, questiona Lúcia Torres, do setor de refeição, que há 20 anos vive o Ver-o-Peso. “Nós precisamos de reforma. Mas que venha beneficiar, não destruir a gente.”

Assim que a votação terminar, vai ocorrer a apuração, no próprio Ver-o-Peso. A contagem de votos será acompanhada por representantes da Secretaria Municipal de Coordenação Geral do Planejamento e Gestão, Secretaria Municipal de Economia e Secretaria Municipal de Urbanismo, além da Associação dos Feirantes de Belém e da Federação dos Feirantes e Empreendedores Individuais no Estado do Pará. A previsão é que o resultado da consulta pública seja anunciado ainda nesta terça-feira (16).

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