Ocupação

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Para evitar o fechamento da unidade e realojamento de professores e alunos, estudantes da Tiradentes II ocupam a escola desde a segunda-feira para pressionar uma negociação.

Cerca de 30 alunos do Colégio Estadual Tiradentes II, localizada no bairro de Batista Campos, em Belém, reivindicam o não fechamento da unidade. Segundo os alunos, desde julho a Secretária de  Estado de Educação do Pará (Seduc) tenta fazer o realojamento da escola para unidades próximas.

Desde segunda-feira (22), um grupo de 10 alunos ocupam o prédio da instituição de ensino, com o apoio pelo lado de fora de pelo menos mais 20 pessoas, entre estudantes, pais e professores, que estão impedidos pela direção do colégio de entrar na unidade. “Ontem foi feita uma reunião com  a direção na qual ficou acertado que não haveria fechamento de portões e que o movimento seria pacífico dentro da escola, porém, quando chegamos hoje, encontramos o portão fechado e vários policiais, que nos impediram de entrar” contou a estudante Natália Téssia.

Um grupo de estudantes e professores foi tentar dar apoio aos alunos que ocupam o espaço, mas foram impedidos de entrar no prédio pela PM.


De acordo com o plano da Seduc, os cerca de 450 alunos da Tiradentes II, professores e funcionários administrativos seriam remanejados e incorporados ao quadro da E.E Santa Maria e da E. E. José Veríssimo, mudança que traria uma situação de instabilidade e insegurança para os estudantes e professores. “Existem rixas entre as duas escolas, o pessoal do Santa Maria já disse que não vai aceitar ninguém do Tiradentes lá dentro, não podemos botar em risco nossos filhos” contou Kátia Calandrine, mãe de uma das alunas participantes do movimento.

O Professor de História Anderson Bahia ressaltou que as propostas apresentadas pela Seduc levariam ao esquartejamento do Tiradentes II e que toda a comunidade sofreria os danos. “Colocar mais de 400 alunos dentro de uma outra unidade acabaria não só com a história do colégio, mas dissolveria uma comunidade escolar que já aprendeu a se organizar e a buscar seus direitos, além de criar uma imensa perda financeira aos professores que não teriam suas cargas horárias garantidas” lembrou ele. “Há  18 anos que temos essa briga por um prédio próprio, com boas condições para os alunos, mas agora a situação se afunilou pois o novo proprietário é um grupo de ensino influente e que tem toda a justiça e Ministério Público a favor deles”

Segundo a estudante Natália Téssia, a ocupação será mantida até que haja uma resposta positiva sobre a situação da escola.


A Seduc alega que, em razão de orientações do Ministério Público e do novo proprietário do prédio alugado onde funciona a unidade, a desocupação do imóvel precisa ser feita de forma imediata, tendo prazo final no dia 29 de março de 2016.

“Nossa proposta é que seja feita a desapropriação do prédio para que a Tiradentes II continue existindo nos mesmos moldes de sempre ou, então, que seja feita a compra de um imóvel que possa nos abrigar como escola, todos juntos. Até isso acontecer, manteremos a ocupação” informou a aluna Natália Téssia.

“Colocar mais de 400 alunos dentro de uma
outra unidade acabaria não só com a história do colégio, mas dissolveria
uma comunidade escolar que já aprendeu a se organizar e a buscar seus
direitos, além de criar uma imensa perda financeira aos professores que
não teriam suas cargas horárias garantidas”

REUNIÃO

Na tarde desta quarta-feira (24), representantes da Secretaria de Educação marcaram uma reunião no colégio José Veríssimo, localizado a alguns quarteirões da Tiradentes II, para negociar a desocupação do prédio.


Uma reunião foi marcada pela Seduc em uma escola próxima ao Tiradentes II, mas o encontro não foi entendido como legítimo pelos estudantes.


Porém, o movimento entendeu isso como uma forma de desmobilizar a ocupação e não reconheceu o encontro como algo legítimo, exigindo que as negociações fossem feitas dentro do prédio da Tiradentes II. Como houve a recusa por parte da Secretaria, a ocupação foi mantida, com o apoio dos estudantes do lado de fora do prédio.     

Fotos: Flávia Cortez

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