Tiradentes II

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A ocupação do Colégio Tiradentes II encerrou suas atividades no dia de ontem (24). Na avaliação dos estudantes, a mobilização política cumpriu o papel de exigir medidas e explicações da Seduc sobre o reordenamento escolar.
Após a reunião ocorrida na tarde de ontem (24) entre estudantes, pais, professores e a Secretaria de Educação (Seduc), os alunos que ocupavam o Colégio Estadual Tiradentes II decidiram desocupar o prédio escolar. De acordo com os estudantes, a desocupação foi uma decisão do movimento, feita em assembleia estudantil, após o diálogo com a Seduc. Na reunião, uma das exigências da Secretaria, para que as reivindicações dos alunos fossem aceitas e postas em reunião com o Ministério Público Estadual, era a desocupação do prédio, o que foi aceito pelos alunos como forma de avançar nas negociações.
Membros do Ministério Público, Seduc e do Movimento Estudantil Secundarista assinaram em conjunto um Termo de Compromisso (Foto: Kleyton Silva)
Dessa forma, na tarde de hoje (25), pais, estudantes e professores se reuniram com o Ministério Público e Seduc para firmar um Termo de Compromisso para Ajustamento de Conduta (TAC) que garantisse a formalização das exigências dos alunos e a adoção de medidas imediatas para o funcionamento regular da Escola Tiradentes II.

O Termo pede que a Seduc garanta um calendário de adequação estrutural e funcional do novo espaço para a escola Tiradentes II e mantenha em aberto o canal de negociação com os estudantes para aquisição do prédio próprio escolar

No TAC, ficou acordado que a Seduc efetivará a matrícula imediata de todos os alunos na escola José Veríssimo, garantirá a permanência dos três turnos (manhã, tarde e noite) para atender os estudantes e manterá inalterada a carga horária dos professores do ano letivo de 2015 para 2016. O Termo pede ainda que a Seduc garanta um calendário de adequação estrutural e funcional do novo espaço para a escola Tiradentes II, mantenha em aberto o canal de negociação com a comunidade escolar com vista à aquisição de prédio próprio e forme uma comissão para acompanhar esse período de transição das escolas. Aos representantes da comunidade escolar foi exigido que não ocupem mais o prédio do Tiradentes II.


Para Natália Téssia, o diálogo com a Seduc só foi possível após a ocupação (Foto: Kleyton Silva)

A avaliação feita pelo movimento de estudantes concluiu que a ocupação cumpriu o papel de pressionar o Governo e a Seduc a ouvirem as reivindicações do corpo estudantil para que, assim, propusessem medidas que contemplassem os alunos, pais, educadores e funcionários. “A gente espera agora é que eles cumpram o que prometeram e que ocorra tudo o que está escrito no papel”, disse Natália Téssia, estudante.
 
HISTÓRICO

A Escola Estadual Tiradentes II, localizada no bairro de Batista Campos, em Belém, foi ocupada por cerca de 10 estudantes na última segunda-feira, 22 de fevereiro. Eles reivindicavam o não fechamento da unidade. Essa é a segunda vez que os alunos ocupam o prédio, pois desde julho passado a Secretaria de Educação tenta fazer o remanejamento das turmas para outras escolas da região. A Seduc, no entanto, não havia estabelecido um diálogo com a comunidade estudantil para prestar esclarecimentos de como se daria esse processo de transição.

“O diálogo só foi possível por conta da pressão que nós, estudantes, fizemos com a ocupação da escola”, continua Natália, “a gente conseguiu visibilidade para as nossas pautas e o apoio de alguns professores e, principalmente, dos nossos pais”, finalizou a estudante.

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