Comitê 400 anos

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Três meses depois do aniversário de Belém, a programação em alusão à data desmorona. A agenda, que deveria durar todo o ano, tem seus eventos e ações adiados ou cancelados um a um.

Passado o aniversário de 400 anos de Belém, a programação em alusão à data foi deixada em segundo plano pela prefeitura da capital paraense. Para o mês de março, dos três eventos anunciados pelo Comitê 400 anos, responsável pela programação, todos foram cancelados. Nem a prefeitura e nem as instituições e entidades parceiras explicam o porquê da mudança na programação. O que sobra é desinformação: o Fórum de Desenvolvimento Econômico do Município de Belém, por exemplo, aparecia na programação oficial marcado para ocorrer entre os dias 14 e 16 deste mês, no Hangar. O setor de comunicação do Hangar, porém, informou que o evento nunca esteve na agenda do Centro de Convenções da Amazônia. A prefeitura abandonou a programação e sequer deu justificativas à população.

No mês de janeiro, os eventos planejados pela prefeitura foram realizados conforme a programação, à exceção de uma ação.  O Torneio de Atletismo Belém 400 anos, marcado para o dia 16 de janeiro, não ocorreu. Foi remanejado, segundo a Federação de Atletismo do Pará (FPAt), para o dia 9 de abril. O evento tem como parceiro a prefeitura de Belém, através de patrocínio da Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer (Sejel).


A população não ganhou nada além de bolo em comemoração aos 400 anos. Os eventos anunciados para depois da “festa” estão sendo cancelados pela Prefeitura.


Com o inicio de fevereiro o planejamento da Prefeitura começou a desandar de vez. Marcado para se iniciar no dia 1º de janeiro, o projeto Sombrinhas, que faria parte da programação oficial, previa empréstimos gratuitos e rotativos de 50 mil unidades de sombrinhas à população através de bancas de revistas. Acontece que, faltando dois meses para o término do período chuvoso, nenhuma sombrinha chegou à capital paraense. O atraso, para o presidente da Associação dos Amigos de Belém, Paulo Pinho, ocorreu “em função da situação econômica do país”. A ação é uma parceria entre a prefeitura e a entidade. “As empresas não estão patrocinando”, completou. Sobre a previsão para a chegada das sombrinhas, Pinho disse que é “imprevisível”.

Com o inicio de fevereiro o planejamento da Prefeitura começou a desandar de vez.

O evento “Escrevendo sobre Belém” é outro exemplo. Também contido na agenda oficial de festejos, estava previsto para o dia 18 de fevereiro a se desdobrar em três ações. A primeira era o lançamento do livro Servidor Padrão, que ocorreria no auditório Albano Franco da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), mas que também deixou de ser realizado sem justificativa. Naquela mesma ocasião, seria realizada a entrega do prêmio “Melhor Escola da Rede Municipal de Ensino”. Mas, até agora, ninguém recebeu a premiação. A Secretaria Municipal de Educação informa que o prêmio não foi cancelado, mas sim adiado para maio deste ano. Isso porque, segundo a secretaria, “serão utilizados vários critérios que ainda estão em andamento”. Mais informações sobre o evento apenas na segunda quinzena de março.

De acordo com a UFPA, foi aberto um edital
para a escolha das cinco melhores redações sobre o tema coleta seletiva.
Nas reuniões de setembro para a seleção das vencedoras, foi constatado
que, dos 20 textos recebidos, nem cinco redações atingiram o nível
técnico mínimo

E, por fim, no evento Escrevendo sobre Belém, haveria a entrega do prêmio do “Concurso de Redação Belém 400 Anos”, em parceria com a Universidade Federal do Pará. Com o evento cancelado, não houve o prêmio. De acordo com a UFPA, foi aberto um edital para a escolha das cinco melhores redações sobre o tema coleta seletiva. Nas reuniões de setembro para a seleção das vencedoras, foi constatado que, dos 20 textos recebidos, nem cinco redações atingiram o nível técnico mínimo. “O prêmio seria uma placa entregue pelo próprio prefeito aos selecionados”, explicou a técnica Lúcia Almeida, que faz parte da comissão de coleta seletiva da UFPA, organizadora do certame.

ABANDONO

No decorrer do mês de março, dos três eventos previstos como parte da programação dos 400 anos de Belém, todos foram cancelados. No dia 14, deveria ter ocorrido, no auditório do Centur, a ação intitulada “Servidor 400 anos: posso e quero ajudar”, cujo objetivo era o de “valorização de 400 servidores, investindo na capacitação, a fim de alcançar excelência nos serviços públicos municipais”. Segundo a assessoria de imprensa da Fundação Cultural do Pará, em que inclui-se o Centur, não havia nenhum evento com esse nome na lista do auditório da instituição. E mais: um dia antes, no dia 13 deste mês, deveria ter se iniciado o VII Encontro de Negócios na Língua Portuguesa, com a maior parte da programação a ocorrer no Hangar. O Centro de Convenções da Amazônia confirmou que o evento estava de fato agendado, mas que não chegou a ser realizado.

A programação oficial da prefeitura desmorona sem ao menos tentar incluir movimentos como os de matriz Afro.


Também no Hangar, a programação do mês de março seria encerrada no dia 16, com o final da primeira etapa do Fórum de Desenvolvimento Econômico do Município de Belém. Seriam seminários, mesas redondas e workshops para tratar de questões referentes a importação e exportação de bens e serviços. Esse evento também fora cancelado e, apesar de constar a programação oficial do aniversário de 400 anos de Belém, o fórum não chegou nem a figurar a agenda do Hangar, conforme comunicou o centro de convenções. Procurado pela nossa reportagem, Eduardo Klautau, coordenador geral do Comitê 400 anos, responsável pela programação do aniversário, não explicou o porquê dos atrasos e cancelamentos até o fechamento desta matéria.

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