Reitoria UFPA

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EEstudantes de Belém e do interior do estado, da Universidade Federal do Pará (UFPA), realizaram ocupação e exigiram melhorias de ensino, assistência e segurança do reitor.
 
Depois de 18 horas de ocupação, estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) desocuparam a reitoria da instituição no início da tarde desta quarta-feira (6). A manifestação dos alunos foi desencadeada depois que o reitor da universidade faltou a uma reunião em que seria debatida uma pauta de reivindicações dos campi de Belém e do interior. O ato político também foi um desdobramento do Congresso dos Estudantes da UFPA (CONEUFPA), que ocorre em Belém desde o início da semana. A ocupação e o debate travado na manhã desta terça foram um teste ao reitor Carlos Maneschy, pré-candidato à prefeitura de Belém. Resta saber se o desenlace fortaleceu ou minimizou a imagem do aspirante a prefeito.
 
Os estudantes exigiram explicações para a falta de segurança e de creches. FOTO: Kleyton Silva. 

O Congresso de Estudantes da UFPA, que é o maior fórum de deliberações estudantis da universidade, ocorre a cada dois anos. E, em função do evento, desde domingo alunos de diversos campi do interior desembarcaram na UFPA. Na programação do congresso, houve a realização de um debate sobre os recursos e a infraestrutura das aulas nos diversos municípios que possuem campus da UFPA. “Cada campus do interior apresentou suas demandas. Depois do bate papo, construímos um documento com nossas solicitações ao reitor”, explicou a estudante Jennyfer Alcântara, 27, do curso de Pedagogia em Altamira, sudoeste do Pará.

“Eu senti que, mesmo tendo distorcido algumas falas, ele acabou assumindo, a partir de nossa pressão e da participação do interior, alguns compromissos.”
 
Segundo ela, como o reitor Carlos Maneschy não compareceu à reunião, como o esperado, eles deflagraram a ocupação do prédio da administração superior até que as reivindicações fossem ouvidas. Na manhã desta terça-feira (6), por fim, a reunião foi instalada no auditório da reitoria. Dentre as demandas estudantis da capital e do interior estão a reestruturação do setor de segurança da universidade, assim como a instalação de rede de internet sem fio nos campi do interior e realização de concurso público para professores e técnicos. “Eu senti que, mesmo tendo distorcido algumas falas, ele acabou assumindo, a partir de nossa pressão e da participação do interior, alguns compromissos”, resumiu a estudante.

 “Hoje não é possível a universidade abrir uma creche!”, declarou o reitor Carlos Maneschy. 
FOTO: Kleyton Silva.
 
Representando a universidade, além do reitor, estavam ainda o vice-reitor Horácio Schneider, a pró-reitora de ensino e graduação Lúcia Harada e o pró-reitor de extensão, Arthur Neves. “O que eu posso fazer? Tentar resolver o problema com professores substitutos”, introduziu o reitor, se referindo à falta de docentes em determinados cursos de graduação no interior do Pará. “Onde tiver professor concurso para ser chamado, vamos nomear.” Dentre as demandas, também fora debatida a construção de uma creche no campus de Belém, onde seriam atendidos filhos de servidores e alunos. A resposta do reitor foi definitiva. “Hoje não é possível a universidade abrir uma creche!”
 
Segundo o reitor, o governo federal não vai “ceder professores, o governo federal não vai enviar recursos para a creche”. Uma proposta alternativa, de acordo com ele, seria uma parceria entre a UFPA e a prefeitura de Belém para a construção de uma creche. A contrapartida da universidade, porém, seria apenas a cessão do terreno para a obra. “Seria uma creche com professores do município, recursos do município. Mas não adianta insistir nessa demanda. É que não vai dar”, decretou o reitor. Como alternativa, ele citou o auxílio creche, programa que atende a uma quantidade reduzida de pessoas. “Não dá para colocar um atendimento universal. Se não foi atendido, paciência!”
 
Com base numa pesquisa da própria pró-reitoria de extensão (Proex), os discentes solicitaram ações 
efetivas da universidade para combater 
estupros e tentativas de estupros
 
Cobrando transparência administrativa, os estudantes também solicitaram um calendário de audiências para a exposição das planilhas financeiras da universidade, que deve iniciar no dia 27 de abril em Belém e vai percorrer o interior do Estado. “Também ficou acordado o início de estudos para a implantação de cursos livres de línguas estrangeiras nos campi do interior, que hoje são ofertados só em Belém”, explicou o estudante Eziel Duarte, do curso de Geografia, membro do DCE da UFPA. Outro ponto debatido foi a violência contra a mulher dentro da UFPA. Com base numa pesquisa da própria pró-reitoria de extensão (Proex), os discentes solicitaram ações efetivas da universidade para combater estupros e tentativas de estupros. A reitoria mais uma vez acatou a proposta e deve iniciar os debates para elaborar medidas coercitivas.
 
 A mobilização estabeleceu datas para os cumprimentos. FOTO: Kleyton Silva

Por outro lado, houve pontos sem avanço. A acessibilidade nos campi do interior, demanda dos estudantes, não foi debatida durante a reunião, assim com a construção das casas de apoio aos estudantes, de Belém e de outros municípios, que também foram deixadas de lado. As redes de internet, solicitadas para outros campi, como o de Breves (Marajó), Bragança (Nordeste paraense) e Altamira (sudoeste do Estado), não serão instaladas, de acordo com a reitoria, por conta da baixa oferta de internet nesses municípios. “Agora vamos preparar as ações para participação nas reuniões e audiências”, resumiu o estudante Eziel Duarte. A programação do CONEUFPA segue até a próxima sexta-feira (8).

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