Direitos Humanos

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Na noite desta segunda-feira, 12, o portal Outros400 recebeu duas premiações na primeira edição do Prêmio Paraense de Jornalismo e Direitos Humanos, parceria entre o Sinjor e a OAB. 

O portal Outros400 recebeu duas premiações na noite desta segunda-feira, 12, no plenário Aldebaro Klautau, durante evento alusivo ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Pará (OAB-PA), em Belém. O portal foi premiado com o primeiro e o terceiro lugares na categoria webjornalismo, na primeira edição do Prêmio Paraense de Jornalismo e Direitos Humanos. A premiação, que é uma realização do Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA) e da OAB-PA, tem como objetivo divulgar e valorizar pautas inseridas no âmbito dos Direitos Humanos no Pará. 

A publicação vencedora, intitulada “Perseguição religiosa”, tem reportagem e texto do jornalista Abílio Dantas, fotos de Kleyton Silva e Klewerson Lima e edição de Moisés Sarraf. A pauta surgiu a partir de uma série de assassinatos de sacerdotes afrorreligiosos entre meados de 2015 e o ano de 2016 na capital paraense. “A repercussão que a reportagem teve foi principalmente no sentido de fortalecer os movimentos sociais ligados à causa negra e afro no Pará e em Belém”, destacou o jornalista Abílio Dantas, ressaltando que mais de 20 lideranças afrorreligiosas foram ouvidas na reportagem e, ainda, que fóruns de discussão foram criados a partir da publicação.

“Como resultado, houve a divulgação de uma rede de pessoas que procuram caminhos para que os refugiados nigerianos em Belém tenham emprego, consigam sobreviver, mesmo nessa sociedade que institucionalmente não está preparada para reconhecer os direitos dos refugiados”

Já na terceira colocação, novamente na categoria webjornalismo, o portal Outros400 foi premiado com a matéria “Refugiados em Belém”. Com reportagem e texto de Abílio Dantas, produção de Gleici Corrêa, fotos de Klewerson Lima e edição de Moisés Sarraf, a publicação buscava revelar a conexão entre Belém e Nigéria, narrando a perseguição político-religiosa do grupo fundamentalista Boko Haram, o que obrigou nigerianos a buscar abrigo e seguir uma nova vida em Belém. “Como resultado, houve a divulgação de uma rede de pessoas que procuram caminhos para que os refugiados nigerianos em Belém tenham emprego, consigam sobreviver, mesmo nessa sociedade que institucionalmente não está preparada para reconhecer os direitos dos refugiados”, ponderou Abílio. 

Na mesma categoria, a segunda colocada foi a reportagem “Homofobia: um ato de ódio que machuca a vítima”, de autoria da jornalista Ana Paula Azevedo, do Diário Online (DOL). Ainda na ocasião, foi concedido o prêmio “José Carlos Dias de Castro” a Ana Celina Bentes Hamoy, Maria de Nazaré Sá de Oliveira e Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, mulheres que tiveram destaque na defesa dos direitos humanos no Pará. Veja a lista completa de ganhadores ao final do texto.

AVALIAÇÃO

O reconhecimento no campo dos direitos humanos traz o foco também sobre o jornalismo, uma vez que o portal outros400 foi o único portal independente a ser premiado. “Acredito que o fato de outros400 ter participado do primeiro e do terceiro lugares da categoria web é uma prova de que a informação hoje no estado do Pará, para tratar das questões e violações dos direitos humanos, está diretamente ligada à independência na formulação dessas reportagens”, afirma o jornalista Abílio Dantas. Um reconhecimento que ganha mais importância dado o contexto, na opinião do jornalista. “Isso porque a gente avalia, com base em pesquisas amplamente divulgadas, que a mídia paraense é uma das que mais viola direitos humanos, especialmente nos programas policialescos de rádio e tevê.” 

Nesse contexto, opina Abílio, o portal outros400 representa um caminho. “Para que a comunicação no Pará supere os estereótipos, a criminalização da pobreza, dos movimentos sociais, ela necessita de novos modelos de organização”, afirma. “Modelos em que os interesses arcaicos e tradicionais dos grupos de mídia no Estado não estejam à frente, mas sim a população do estado.” 

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