Quem é o sacerdote do candomblé refugiado após perseguição em Belém

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                                                                                                                                                                                                                   De longe, Pai Jaime podia ser avistado indicando com o braço direito a localização da casa onde aguardava o início da entrevista. A indumentária de cor amarela vívida e os colares de fios-de-contas e búzios demonstravam que havia se preparado para o momento. “Por favor, pode entrar, só não repara muito no ambiente aqui. Eu estou refugiado”, diz, enquanto corrige a posição de uma cadeira já previamente disposta em frente de onde sentaria, como a esperar o interlocutor. “Podemos começar? Meu nome é Jaime Siqueira dos Santos. Fui iniciado no dia 14 de julho de 1988, no Ilê Axé Dy Onzó Dy Babá Xirê, na casa de Ider Nazareno Moraes Lisboa. Sou da nação de Ketu, filho de Oyá.”

Há aproximadamente dois anos, Pai Jaime de Oyá, como é conhecido, estabeleceu-se com seu companheiro Fabiano dos Santos Pinho no bairro Curuçambá, município de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém (RMB). Ali, o casal comprou um terreno, “10 de frente e 20 de fundo”, diz o sacerdote, e construiu um terreiro de candomblé. “Ali a gente plantou o nosso axé”, recorda. No dia 28 de dezembro de 2017, período em que se preparavam para as festas do fim daquele ano, o trabalho de quase dois anos foi destruído em minutos. Criminosos invadiram o terreiro Ilê Axé Ny Oyá Funjerê Bewuami, incendiaram artefatos sagrados para o candomblé, roubaram tudo o que puderam e expulsaram Pai Jaime e Fabiano de sua própria casa. Durante a invasão, eles receberam um recado: não eram bem-vindos no Curuçambá.

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